sábado, 8 de janeiro de 2011

O Barulho da Carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa ?

Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo um barulho de carroça.

- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...

Perguntei ao meu pai:

- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?

                                                                                                           - Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, é por causa do barulho.Quanto mais vazia a carroça,maior é o barulho que faz.


Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna e interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo... "Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho".

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Telefone Amigo

Quando eu era criança, meu pai comprou um dos primeiros telefones da vizinhança. Lembro-me bem daquele velho aparelho preto, em forma de caixa, bem polido, afixado à parede. O receptor brilhante pendia ao lado da caixa. Eu ainda era muito pequeno para alcançar o telefone, mas costumava ouvir e ver minha mãe enquanto ela o usava, e ficava fascinado com a cena!




Então, descobri que em algum lugar dentro daquele maravilhoso aparelho existia uma pessoa maravilhosa - o nome dela era "informação, por favor" e não havia coisa alguma que ela não soubesse. "Informação, por favor" poderia fornecer o número de qualquer pessoa e até a hora certa.



Minha primeira experiência pessoal com esse "gênio da lâmpada" aconteceu num dia em que minha mãe foi na casa de um vizinho. Divertindo-me bastante mexendo nas coisas da caixa de ferramentas no porão, machuquei meu polegar com um martelo.



A dor foi horrível, mas não parecia haver qualquer razão para chorar, porque eu estava sozinho em casa e não tinha ninguém para me consolar. Eu comecei a andar pelo porão, chupando meu dedão que pulsava de dor, chegando finalmente à escada e subindo-a.



Então, lembrei-me: o telefone! Rapidamente peguei uma cadeira na sala de visitas e usei-a para alcançar o telefone. Desenganchei o receptor, segurei-o próximo ao ouvido como via minha mãe fazer e disse:



"Informação, por favor!", com o bocal na altura de minha cabeça.



Alguns segundos depois, uma voz suave e bem clara falou ao meu ouvido:



"Informação."



Então, choramingando, eu disse:



"Eu machuquei o meu dedo..."



Agora que eu tinha platéia: as lágrimas começaram a rolar sobre o meu rosto.



"Sua mãe não está em casa?", veio a pergunta.



"Ninguém está em casa a não ser eu", falei chorando.



"Você está sangrando?" Ela perguntou.



"Não." Eu respondi. "Eu machuquei o meu dedão com o martelo e está doendo muito!"



Então a voz suave, do outro lado falou:



"Você pode ir até a geladeira?"



Eu disse que sim. Ela continuou, com muita calma:



"Então, pegue uma pedra de gelo e fique segurando firme sobre o dedo."



E a coisa funcionou! Depois do ocorrido, eu chamava "Informação, por favor" para qualquer coisa. Pedia ajuda nas tarefas de geografia da escola e ela me dizia onde Filadélfia se localizava no mapa. Ajudava-me nas tarefas de matemática. Ela me orientou sobre qual tipo de comida eu poderia dar ao filhote de esquilo que peguei no parque para criar como bichinho de estimação.



Houve também o dia em que Petey, nosso canário de estimação, morreu. Eu chamei "Informação, por favor" e contei-lhe a triste estória. Ela ouviu atentamente, então falou-me palavras de conforto que os adultos costumam dizer para consolar uma criança.



Mas eu estava inconsolável naquele dia e perguntei-lhe:



"Por que é que os passarinhos cantam de maneira tão bela, dão tanta alegria com sua beleza para tantas famílias e terminam suas vidas como um monte de penas numa gaiola?"



Ela deve ter sentido minha profunda tristeza e preocupação pelo fato de haver dito calmamente:



"Paul, lembre-se sempre de que existem outros mundos onde se pode cantar!" Não sei porquê, mas me senti bem melhor.



Numa outra ocasião, eu estava ao telefone: "Informação, por favor".



"Informação," disse a já familiar e suave voz.



"Como se soletra a palavra consertar?" Perguntei.



Tudo isso aconteceu numa pequena cidade da costa oeste dos Estados Unidos. Quando eu estava com nove anos, nos mudamos para Boston, na costa leste. Eu senti muitas saudades de minha voz amiga!



"Informação, por favor" pertencia àquela caixa de madeira preta afixada na parede de nossa outra casa; e eu nunca pensei em tentar a mesma experiência com o novo telefone diferente que ficava sobre a mesa, na sala de nossa nova casa. Mesmo já na adolescência, as lembranças daquelas conversas de infância com aquela suave e atenciosa voz nunca saíram de minha cabeça.



Com certa freqüência, em momentos de dúvidas e perplexidade, eu me lembrava daquele sentimento sereno de segurança que me era transmitido pela voz amiga que gastou tanto tempo com um simples menininho.



Alguns anos mais tarde, quando eu viajava para a costa oeste a fim de iniciar meus estudos universitários, o avião pousou em Seattle, região onde eu morava quando criança, para que eu pegasse um outro e seguisse viagem. Eu tinha cerca de meia hora até que o outro avião decolasse. Passei então uns 15 minutos ao telefone, conversando com minha irmã que na época estava morando lá. Então, sem pensar no que estava exatamente fazendo, eu disquei para a telefonista e disse:



"Informação, por favor".



De um modo milagroso, eu ouvi a suave e clara voz que eu tão bem conhecia!



"Informação."



Eu não havia planejado isso, mas ouvi a mim mesmo dizendo: "Você poderia me dizer como se soletra a palavra consertar?"



Houve uma longa pausa. Então ouvi a tão suave e atenciosa voz responder:



"Espero que seu dedo já esteja bem sarado agora!"



Eu ri satisfeito e disse:



"Então, ainda é realmente você? Eu fico pensando se você tem a mínima idéia do quanto você significou para mim durante todo aquele tempo de minha infância!"



Ela disse:



"E eu fico imaginando se você sabe o quanto foram importantes para mim as suas ligações!"



E continuou:



"Eu nunca tive filhos e ficava aguardando ansiosamente por suas ligações."



Então, eu disse para ela que muito freqüentemente eu pensava nela durante todos esses anos e perguntei-lhe se poderia telefonar para ela novamente quando eu fosse visitar minha irmã. "Por favor, telefone sim! É só chamar por Sally".



Três meses depois voltei a Seattle. Uma voz diferente atendeu:



"Informação".



Eu perguntei por Sally.



"Você é um amigo?" Ela perguntou.



"Sim, um velho amigo". Respondi.



Ela disse:



"Sinto muito em dizer-lhe isto, mas Sally esteve trabalhando só meio período nos últimos anos porque estava adoentada. Ela morreu há um mês."



Antes que eu desligasse ela disse:



"Espere um pouco. Seu nome é Paul?"



"Sim" Respondi.



"Bem, Sally deixou uma mensagem para você. Ela deixou escrita caso você ligasse. Deixe-me ler para você."



A mensagem dizia:



"Diga para ele que eu ainda continuo dizendo que existem outros mundos onde podemos cantar. Ele vai entender o que eu quero dizer".



Eu agradeci emocionado e muito tristemente desliguei o telefone. Sim, eu sabia muito bem o que Sally queria dizer.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Felicidade

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:


- 'Seu marido a faz feliz?

Ele a faz feliz de verdade?'

Neste momento, o marido levantou seu pescoço,demonstrando total segurança.

Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos!

- 'Não, o meu marido não me faz feliz'!

(Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).

- 'Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz'. E continuou:

- 'O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza. Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou,porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava,porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de

todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos'.




Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém o tenha machucado, magoado, mesmo que alguém não o ame ou não lhe dê o devido valor.


Autor desconhecido

domingo, 2 de maio de 2010

Adormecida em um trem

Há alguns dias li uma frase de Jean Paul Sartre. Ele diz que a vida é como uma criança que adormeceu em um trem e é acordada pelo cobrador que deseja checar a passagem, mas a criança não tem passagem e não tem dinheiro para pagá-la.


  A criança também não está sabendo para onde está indo, qual é o seu destino e por que ela está no trem. E, por último, mas não menos importante, a criança não pode descobrir, porque em primeiro lugar nunca decidiu estar no trem. Por que ela está lá?

  Essa situação está se tornando cada vez mais comum para a mente moderna, porque de algum modo estamos desenraizados e está faltando o sentido. Você simplesmente pergunta: "Por quê? Para onde estou indo?"
  Você não sabe para onde está indo e não sabe o motivo de estar no trem. Você não tem passagem e não tem dinheiro para pagá-la e, ainda assim, não pode sair do trem. Tudo parece ser caótico, enlouquecedor.
  Isso acontece porque as raízes no amor foram perdidas. As pessoas estão vivendo vidas sem amor, seguindo em frente de qualquer jeito. O que fazer?
  Sei que todos um dia se sentem como uma criança em um trem. Mesmo assim, a vida não será um fracasso, porque nesse enorme trem há milhões de pessoas profundamente adormecidas, mas sempre há alguém que está desperto.
  A criança pode procurar e encontrar alguém que não esteja dormindo e roncando, alguém que entrou conscientemente no trem, alguém que sabe para onde o trem está indo. Estando nas proximidades dessa pessoa, a criança também aprenderá os meios para ficar mais consciente.
(Osho)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O pequeno príncipe- Antoine de Saint-Exupéry


"Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante... "


"-As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê..."


"O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar..."


"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
aí depois ele fala: "Ela é agora única no mundo."


O livro é cheio de metáforas, por exemplo os baobas que são os problemas na nossa vida, e que a gente tenta resolver antes que se torne um problema maior;
a flor que representa algo especial aos olhos do príncipe, que pode ser um amor(uma namorada), mas poderia ser também apenas uma pessoa especial, ou representando o "amor próprio".Gosto da primeira opção, e é essa pessoa(a flor) que em nossa concepção, julgamos única.Por isso acreditamos nas coisas que essa pessoa diz, envolvidos nesse sentimento não vemos que ela se trata de uma pessoa comum e existe várias assim. Para o PQ.P a magia é quebrada quando ele conhece as outras rosas e que a sua não era a única...a partir daí, ele reavalia o papel da sua rosa e conclui que foi o tempo, a intensidade dessa relação que a fez tão importante pra ele.
A raposa é uma conquista. Um início de relacionamento tipo amor ou amizade. Mostra a friesa e a desconfiança inicial, passando pelo processo "cativa- me", até quando um se torna importante para o outro...
bem...e por aí vai...

terça-feira, 30 de março de 2010

[...]o coraçao é maior que você, ele é vasto. E sempre tememos nos perder em algo vasto...

terça-feira, 9 de março de 2010

8 de março

Parabéns a todas nós Mulheres!!


Ontem vendo tv, eu ví essa homenagem propagandadonovogol e gostei !

aa...Paulo obrigada pelas dicas!!

bjoo